
Informação sobre alimentação/comportamentos
Verdades e mitos sobre nutrição / as nossas crenças.
Somos cada vez mais felizes?
Hoje o meu amigo R. Campbell dizia-me, “não Pedro, a sociedade é um sucesso.”
“Ainda me lembro de ouvir dizer – estamos quase a chegar aos 5000 milhões - e vê onde estamos agora”
Dizia ainda, para reforçar a ideia do maravilhamento que é esta sociedade: “hoje observei o meu filho toda a tarde envolvido em discursos herméticos com amigos acerca das soluções para o futuro na área da biologia, biomedicina… eu sei lá, mas que era complexo e que a alegria estava no ar estava.”
Disse-o por estas ou outras palavras num esforço, digno aliás, para provar que hoje somos felizes como nunca. Que sucesso.
Pois, lamento discordar. Hoje somos mais infelizes do que nunca.
De facto, a partir do fim do século XIX, com o advento da utilização dos combustíveis, carvão, petróleo, urânio, etc., para infindável produção de máquinas e alimentos, passamos rapidamente de 1000 a mais de 8000 milhões de humanos. Que sucesso.
Bill Gates é um génio, daqueles que o planeta produz de 1000 em 1000 anos. Criou o conceito de computador pessoal num tempo em que essas máquinas eram do tamanho de casas. Prometeu um em cada casa. Que sucesso.
Hoje, na rua, (durante a pandemia) passava por uma paragem de autocarro e, na fila, com distanciamento social de 2 metros, estavam 6 personagens, de máscaras postas e costas curvadas, dentro de um computador pessoal. Prometeu e cumpriu. Que sucesso.
À volta delas tinham pessoas vivas, em movimento, para observar. Tanto que se aprende ao observar os gestos, as expressões, as formas como se movimentam as pessoas, as novas, as velhas, as crianças, os homens e as mulheres.
À volta estavam plantas e flores, arbustos e árvores em magníficas e retorcidas formas, ondulantes com o vento, ou estáticas, mas sempre enraizadas e vivas e únicas, todas diferentes.
E a luz que muda em cada segundo lenta ou rapidamente e que dizer dos cheiros, tentos cheiros. A que cheiram as nuvens e o céu.
Como cheirará a 100 metros de altura e a 500. Nada disto se encontra num telemóvel porque tudo isto está a acontecer agora e o que está no telemóvel já é passado e filtrado.
A vida é uma dolorosa luta, para a maioria de nós, só para garantir o essencial. Qualquer outro animal, a minhoca ou o peixe, o cão ou o gato fazem-no sem nenhum esforço. Um animal, qualquer animal, enche-lhe a barriga e acabaram-se-lhe os problemas. O homem, enche-lhe a barriga e começam os problemas.
A partir do momento que temos as coisas básicas começamos a inventar problemas. Temos um cérebro demasiado grande, mas vimos sem livro de instruções e, por isso, somos infelizes.
Quanta doença mental por termos um cérebro desenvolvido e não sabermos usá-lo.
Ansiolítico, antidepressivo, hipnótico, relaxante muscular, sonífero, analgésico, tudo para tratar um cérebro grande demais. Se nos cortassem metade ficávamos num estado abençoado, sentados numa cadeira a babar.
Saber usar o cérebro é observar sem juízo de valor, sem classificar, sem pré-conceito. Sem dizer é bom ou é mau. É grande ou pequeno.
E isto, também e principalmente, com o mais importante objeto da nossa observação, nós próprios.
Que enorme quantidade de informação podemos recolher da observação atenta de nós próprios. Quando nos observamos atentamente, tanto fisiologicamente como psicologicamente, estamos a observar todos os outros e quando observamos cada um dos outros estamos a aprender quem somos.
Podemos ser profundamente felizes, mas o caminho que temos feito, nos últimos dois mil anos, não tem resultado.
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Meu planeta?
A partir de 1994 Rudolph Giuliani transformou New York numa cidade limpa e segura.
Quem se lembra da Balada de Hill Street? Era assim New York antes dele.
Uma das primeiríssimas medidas foi não deixar sair nenhuma carruagem de metro da estação que não tivesse os vidros todos e limpa de pinturas.
Foi muito contestado pela polícia quando mandou patrulhar as estações para detetar passageiros sem bilhete quando deviam andar atrás de traficantes e raptores.
Foi eficaz sim, apanharam-se muitos bandidos sem bilhete e que eram também traficantes, com armas ilegais, mandatos pendentes.
Se um bando de miúdos forem, já com um grão na asa, por uma rua com candeeiros fundidos, uma ou outra vidraça partida, depressa um se lembrará de lançar mais uma pedra.
Agora se, ao contrário, tudo estiver bem limpo e iluminado o respeitinho é bonito.
Uma casa de banho suja, patinhada merece toda a nossa atenção?
Talvez nos descuidemos. Ao contrário, se estiver a brilhar vou mantê-la a brilhar.
Marco Aurélio, o Imperador Romano que fez Roma chegar ao pináculo do seu poder disse “Daqui a 100 anos nenhum de nós aqui estará, no entanto aqui estamos nós, não os mesmos, mas outros.
Daqui a 100 anos, mais coisa menos coisa, nenhum de nós aqui estará mas outros estarão.
Os milhões que cá estiveram antes nem os nomes sabemos, nenhuma memória ficou. O mesmo acontecerá connosco?
Talvez não. Estamos de facto de passagem?
É uma hipótese. E se cá voltarmos? A Metempsicose diz que sim.
Que pela lei da atração viremos resolver o que ficou por resolver. Se gananciosos e não o resolvermos, cá voltaremos, nasceremos eventualmente numa família de ladrões, ou de banqueiros, para aprendermos a lição.
Se libidinosos sem resolver, sem perceber cá voltaremos.
Se tudo resolvido poderemos integrados no cosmos ter acesso a toda a luz a não ser que queiramos voluntariamente voltar, como acontece a alguns espíritos iluminados, outra hipótese.
Seja como for assumamos que somos convidados, estamos de passagem, vamos deixar a casa de banho suja?
Porque não podemos deixar esta terra mais bonita, humana, adorável, cheirosa para os convidados desconhecidos que virão?
Até poderemos ser nós.Ninguém pertence aqui, mas é aqui que estamos agora. Estejamos intensamente, tornemos o momento o mais bonito possível. Viver a vida como uma dança.
Quem vier descobrirá que não fomos uns selvagens.
Deixaremos flores, aromas, filhos ecos de nós.
Podemos deixar pegadas de ouro puro.
Não é uma infelicidade sermos convidados é antes uma grande oportunidade. O Planeta, a existência, são de uma tão grande generosidade, tão gentis, acolhedores, faz-nos sentir bem-vindos.
Aqui deixaremos uma marca, a nossa gargalhada, a nossa dança, fica para trás.
A forma como vivi fica para trás deixando a sua própria vibração.
Esta lembrará ao povo do futuro, com gratidão, que será herdeiro de um fantástico planeta e de uma grande raça de seres humanos.
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O sono
Dormir afeta o dia seguinte. Quando dormimos bem os níveis de energia e entusiasmo estão altos, mas vão diminuindo ao longo do dia.
Stress. Pressão. Ansiedade. Fricção.
Todos temos colegas de trabalho chatos, chefes prepotentes e de mal com a vida, desafios técnicos e humanos complicados, dead lines impossíveis.
Não é aqui que reside o problema, mas antes na nossa resposta compulsiva, reativa, repetida às situações que causa o desconforto.
Não as situações, mas a forma como respondemos. Podemos diminuir muito esta “fricção” com alguma presença, consciência e um pouco de trabalho interno.
A inabilidade para lidarmos com o nosso próprio sistema é que nos causa stress.
Como poderemos manter os níveis de energia, entusiasmo, calma e alegria ao longo de todo o dia?
A nossa pulsação em descanso anda pelos 70 a 80 batimentos por minuto. Para uma pessoa que pratique meditação adequada dificilmente passará das 50, mesmo depois da refeição.
Este é só um dos parâmetros que mede o nível de relaxamento do corpo momento a momento. Esta habilidade para levar a vida de uma forma “leve” determina em muito a nossa capacidade de rejuvenescimento e reposição dos níveis de energia.
Isto não se consegue com nenhum tipo de esforço.
Mesmo quando nos exercitamos devemos fazê-lo não em esforço tenso, mas antes num esforço relaxado, se me faço entender.
Pode estar-se vibrantemente ativo e relaxado.
O corpo precisa de relaxação não de sono. Se nos mantivermos relaxados a nossa necessidade de sono diminui radicalmente.
Quem não dormiu as oito horas completas e quer ainda assim manter-se naquele estado de letargia porque, inconscientemente, não quer acordar para “aquela tensão” que é a vida?
As pessoas atualmente parece que estão permanentemente em guerra.
Vão fazer uma caminhada para a marginal e parecem tensas, zangadas, tudo é feito com muita tensão quando o importante é relaxar.
O corpo é tão mais eficiente quando estamos relaxados.
Corre, caminha, nada, joga, qualquer atividade, mas num ritmo relaxado, a vida não é uma guerra.
Não há nenhuma incompatibilidade entre ser ativo e relaxado.
Quanto sono precisa o corpo?
Depende do nível de atividade. Não há nenhuma necessidade de definir a quantidade de comida ou de sono. Contar as calorias e as horas não é a forma mais certa de o fazer.
Mais atividade, mais comida, quando estivermos suficientemente relaxados acordamos.
No momento que o corpo estiver bem descansado despertaremos, seja às cinco, às seis, às sete. Rolar para a direita e levantar. Alongar, hidratar, etc.
No que diz respeito à comida e ao sono, o corpo é o melhor juiz.
Quando o corpo alcança um certo nível de alerta e consciência ele quer despertar para a vida.
Se usarmos a cama como uma sepultura temos um problema.
Devemos manter o corpo de tal forma que ele não queira evitar a vida. De tal forma que ele queira acordar.
Mas são só as minhas crenças.
Cada um que durma como bem entender.
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Que lentes tenho?
Vejo o mundo pelas minhas lentes.
Como pode o GNR da Brigada de Transito perdoar-me a multa por ter calcado a linha contínua? Aquela infração traz-lhe à memória corpos dilacerados, aço torcido, sangue no chão.
Como pode o enfermeiro aceitar os miúdos que com toda a alegria do mundo se abraçam euforizados pelo álcool? Logo vê corpos sem nenhuma intimidade, em coma induzido, entubados, de bruços, a lutar pela próxima golfada de ar.
Cada um só consegue ver a vida pelas suas próprias lentes. Só conseguimos ver o que já está em nós, a nossa própria experiência.
Esta é a causa de todo o desentendimento do mundo. A incapacidade de ver pelas lentes do outro.
Ninguém, de todas as coisas que um texto ou livro inclua, pode ouvir mais do que já sabe. Para aquilo que nunca vivemos também não temos ouvidos.
Como posso entender a pobreza sem a observar, a toxicodependência, a violência doméstica, a doença prolongada?
Fácil é ter preconceito, encaixar numa categoria e reagir ao estímulo sempre da mesma maneira. Em vez de andar permanentemente ocupado em entretenimento inútil, talvez possa começar a observar com atenção, tirando as lentes.
E, acima de tudo perceber, que se eu tenho lentes, e grossas, parecem fundos de garrafa, os outros também as devem ter….
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Ser promíscuo?
Particularidade do que é promíscuo; confusão, desordem, miscelânea.
Nós somos principalmente memória. Memória de tudo o que nos aconteceu nesta vida e memória do que aconteceu nas dos nossos antepassados.
Talvez até memória do que nos aconteceu em vidas passadas, para os de mente mais aberta.
As nossas decisões, a não ser que sejamos um “Buda” totalmente desperto, são condicionadas pelas memórias de eventos semelhantes ao que está a acontecer agora.
Reagimos. Repetimos uma ação. Raramente agimos.
Como se age?
Observando, refletindo no observado e ajustando a resposta, ou não resposta, ao acontecimento, sem pré-conceito.
Somos, portanto, memória.
Provavelmente o meu medo das alturas vem de um antepassado que caiu e se magoou, mas magoou-se mesmo. E não morreu, pelo menos antes de dar uma última queca.
Ficou a sofrer de tal forma que essa dor passou para o seu código genético e aqui está essa memória em mim.
Só de ver alguém aproximar-se do precipício até me doem os ossos. Em certas zonas da Índia ninguém vai aceitar sal que lhe ofereças ou sementes de sésamo. São consideradas substâncias que armazenam as memórias de ti e não as querem a confundir os seus seres.Todas as interações com as outras coisas, todos os toques transportam memória.
Talvez por isso não há cá abraços e beijinhos, juntam as mãos em frente ao peito e baixam respeitosamente a cabeça.
Tu ficas aí e eu aqui, sem promiscuidade.
É também por isso que devemos comer coisas simples, folhas, frutos, raízes, legumes e fugir das complexas, como os animais que transportam memórias que vão confundir-nos.
Porquê promiscuamente misturar no nosso corpo as memórias do medo e sofrimento, que sente qualquer animal próximo de nós, antes do sacrifício final?
A comer bicharada que seja peixe, sempre são mais distantes e simples, digo eu.
Quando nos relacionamos fisicamente com alguém passamos e absorvemos uma enorme quantidade de informação, memória persistente.
Por isto, também no amor, deveremos ser simples. Ou celibatários ou monógamos.
Evitemos a confusão, a desordem, a miscelânea. ( Ainda vou para padre)
Podemos sempre optar pelo Tantra, mas isso exige anos e anos de prática, até que, de uma interação humana íntima não haja qualquer passagem de memória, a separação do corpo é total.
Isto não é praticado para poderem ser promíscuos sem consequências, é mais uma espécie de método para o crescimento espiritual.
Assim se quero ter uma mente clara, observar com nitidez o que o mundo tem para nos oferecer devo evitar a promiscuidade.
Uma boa maneira de o fazer é perceber o que procuro na promiscuidade, nas relações com os outros.
Procuro alegria eterna. Espero que o outro me traga essa alegria que dura para sempre.
É como procurar o Santo Graal, bem posso procurar em vão.
Mais tarde ou mais cedo, é da natureza humana, aquilo que era fresco e novo vai deixar de o ser e a alegria que devia ser para sempre se foi.
Vou sentir-me traído e descontente, vou tratar mal aquele de quem esperava alegria eterna, não foi capaz do prometido, ninguém é.
Enquanto a relação não nascer da alegria que existe em mim e que quero partilhar com o outro, serei sempre um pedinte.
Um promíscuo.
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Envelhecer ou amadurecer?
Nos países Escandinavos a primeira consulta de geriatria é pelos trinta e cinco anos. “Envelhecer não é assim tão mau, desde que nos tratemos bem - Lili Caneças”
Refiro-a porque me parece um exemplo de alguém que, apesar de não ser uma miúda, mantém uma jovialidade, uma mente aberta. Alguém que se trata, talvez de mais, não sei. Independentemente do estrato social a que pertençamos devemos e podemos tratar-nos.
É só uma questão de conhecimento, não de meios. Ou antes, de meios sim, mas meios muito económicos. Um telemóvel, um computador, (meu ou emprestado) e muita curiosidade. E lucidez, para separar o trigo do joio.
Uma batata é mais económica que um bife e bem mais saudável. É só pesquisar. Se comer só bife ou só batata, sabem o que nos acontece?Mesmo antes dos trinta e cinco anos, muito antes, talvez pelos 24, apareceu-me o primeiro cabelo branco. Hoje tenho poucos de outra cor.
O corpo e a mente vão mudando cada dia que passa, adaptando-se às circunstâncias e adaptando-se também áquilo que oferecemos ao corpo e à mente. Isto é maturação.
A geriatria estuda e previne as doenças e incapacidades em idade avançada. No entanto, podemos, em vez de adoecer e ficar incapazes, transformarmo-nos noutro corpo e noutra alma.
Sem doenças, sem sentir quaisquer limitações.
Assim estejamos preparados.
Digamos que amadurecemos.
Adoçamo-nos, douramo-nos.
Crescemos sempre.
Até que, inevitavelmente, cairemos de maduros.
Não apodrecidos, ou estragados por agressões que deixamos que nos façam, ou fizemos a nós mesmos. Tombemos de maduros, naturalmente, com um sorriso nos lábios.
Exercício físico, alimentação adequada a essa atividade, mas sempre de base plantas.
Sementes, grãos, legumes, vegetais, frutas, tubérculos, folhas e raízes. E, acima de tudo, procurar a alegria. Não olhar para a tristeza.
Procurar a alegria, viver a tristeza.
Claro que, por vezes na vida, para ser alegre, é preciso olhar de frente para o sol, enfrentar a tristeza.
É só agradecer quem somos hoje.
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A ligação á natureza
“Beba água onde o cavalo bebe. Um cavalo nunca bebe água má.
Faça a sua cama onde o gato dorme pacificamente.
Coma a fruta que foi tocada por um verme.
Colha os cogumelos sem medo onde os insetos pousam.
Plante uma árvore onde a toupeira cava.
Construa uma casa onde as cobras se aquecem.
Cave um poço onde os pássaros se escondam do calor.
Vá dormir e levante-se ao mesmo tempo que os pássaros, você colherá os grãos de ouro da vida.
Coma mais verde, você terá pernas fortes e um coração resistente, como a alma da floresta.
Olhe para o céu com mais frequência e fale menos, para que o silêncio entre no seu coração, o seu espírito fique calmo e sua vida se encha de paz "
Serafim de Sarov (1754-1833)
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A Mente mente
Se eu disser a mim próprio que não quero pensar numa dada coisa esta será precisamente a primeira que a minha mente produzirá. Esta é a natureza da mente humana.
Uma liberdade essencial que temos é a de pensar no que quisermos. Então porque não pensamos exclusivamente coisas boas?
Porque a mente não nos obedece.
Neste preciso momento, sem que tenhamos de pensar, uma incrível sinfonia neuronal faz acontecer a vida. Biliões de diferentes atividades acontecem para que nos mantenhamos vivos. Há muita substância mental envolvida nisto.
Não é desta parte da mente que aqui falamos, mas antes do intelecto. A mente psicológica. O acumular de informação, cores, formas, conceitos, ideias. É essa mente que não nos obedece, parece ter vida própria.
Existe um espaço entre quem tu és e o teu corpo físico e psicológico.
Quando eu digo a minha casa, que me protege do sol, da chuva e do frio nenhum problema, mas se eu disser: “…eu sou a minha casa, aí há um problema”. Eu sou o meu corpo, eu sou a minha mente, aí há um problema. Ambos são ferramentas nossas, mas não somos nós. Há um pequeno espaço.
O responsável pelos nossos comportamentos compulsivos, pelos padrões cíclicos nas nossas vidas, é a acumulação de comida a que chamamos corpo e a acumulação de memórias a que chamamos mente.
Se mantivermos um pequeno espaço entre “nós” e o “nosso” binómio corpo-mente abrimos uma incrível dimensão de ilimitadas possibilidades.
Neste mundo só há dois tipos de sofrimento; físico e mental.
Uma vez que este pequeno espaço se tornar uma constante da nossa experiência alcançamos o fim do sofrimento.
Com isto vem o fim do medo de sofrer e com este fim a coragem para abraçarmos mais e mais do que a vida tem para oferecer.
Quando deixamos de nos confundir a nós próprios com a nossa mente ela começa a comportar-se com uma nova dimensão de utilidade.
Prática de bem-estar:
Nos próximos dias lembra-te, pelo menos de hora a hora, que tudo o que carregas – a tua carteira, o teu telefone, o teu cash, as tuas relações, o peso no teu corpo e no teu coração – são coisas que acumulaste ao longo do tempo, não és tu.
Se ficares mais e mais consciente deste facto fundamental, enquanto um processo de não identificação cresce dentro de ti– equilibrado por um profundo sentido de envolvimento em tudo que te rodeia (como a ideia de que quando expiras a planta inspira e vice versa) – estás a ir do medo, sofrimento e loucura da mente humana na direção da meditação e da contemplação.
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Somos Omnívoros?
Não, porque:
Os carnívoros e omnívoros não transpiram, eu transpiro.
Os carnívoros e omnívoros lambem a água, eu sorvo-a como todos os herbívoros.
Eu tenho caninos, mas os maiores caninos do mundo são de um herbívoro, o hipopótamo.
Os carnívoros e omnívoros não movimentam lateralmente a mandíbula, só verticalmente, rasgam, puxam e cortam, eu pareço um camelo a mascar chiclete.
A saliva dos carnívoros e omnívoros é incapaz de iniciar a digestão de carboidratos, falta a enzima necessária, a nossa sim, tal como todos os outros herbívoros.
Os carnívoros e omnívoros praticamente não mastigam, engolem grandes pedaços, eu até consigo fazê-lo, mas fico a arrotar a tarde inteira, maldisposto.
O volume do estômago dos carnívoros e omnívoros é de 60 a 70% da cavidade abdominal a minha é de 23 % tal como os outros herbívoros, até 30 %.
O comprimento do intestino delgado dos carnívoros e omnívoros é cerca de 3 a 6 vezes o comprimento do corpo, já o dos herbívoros 10 a 12 vezes, o nosso 11 vezes, estranho.
Os carnívoros e omnívoros estão normalmente dotados de garras capazes de rasgar a carne ao primeiro toque, as minhas unhas nem por isso. Os carnívoros e omnívoros têm um PH do estômago, acidez, entre 1 e 2 também útil para matar bactérias perigosas presentes na carne, já o meu PH está entre os 4 e 5.
Os carnívoros e omnívoros têm um intestino grosso curto e liso o dos herbívoros longo e em forma de pequenos sacos, o dos humanos não me lembro, mas acho que são pequenos sacos.
Os carnívoros e omnívoros filtram a vitamina A preformada no fígado para evitar intoxicações, os herbívoros não, nós também não. Esta vitamina só se encontra nos produtos de origem animal.
Se vos mostrar uma imagem de um animal a sangrar, com as tripas de fora, começamos a salivar ou sentimos nojo? Quando vejo um animalzinho fofo, tipo um cordeirinho ou cabrito sempre hesito entre atacar e acariciar.
Todos os outros nossos 10 primos, primatas, são herbívoros como nós apesar de sermos os únicos inteiramente bípedes deveríamos, tal como eles comer frutas, sementes, grãos, folhas raízes, nozes, esta é a base de uma adequada alimentação dos primatas humanos. Se for preciso também vai chicha, mas só se for preciso e eu não preciso.
Comer carne desenvolveu a inteligência humana? Só não percebo porque os leões ou hienas não são mais finos que nós.
Chega?
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Grounding
Os pés no chão.
Costumamos usar a expressão no sentido figurado, tipo: aquele fulano precisa de assentar, pôr os pés no chão, voltar à terra.
Neste caso, literalmente.
A universidade de Oxford está neste preciso momento, a não ser que tenha, entretanto, chegado a alguma conclusão, a tentar perceber porque razões não existem infetados por COVID-19 entre os praticantes avançados de yoga.
O nosso corpo reage ao contacto com a terra. Por isto, na Índia, pessoas dedicadas ao crescimento espiritual caminham descalças e sempre se sentam de forma a ter a maior superfície possível em contacto com o solo. Desta forma é dado ao corpo um forte lembrete experimental que é só uma parte dessa terra. Assim não é permitido ao corpo esquecer as suas origens.
É uma reconexão do corpo à origem da sua fonte física.
Isto restaura a estabilidade do sistema e aumenta imenso a capacidade de rejuvenescimento.
Por isto muitas pessoas declaram ter melhorado muito a sua qualidade de vida, quase uma transformação mágica, com atividades de exterior como a jardinagem ou uma pequena horta.
Atualmente afastamo-nos de muitas formas desta necessária proximidade da terra. Tudo está pavimentado, prédios de vários andares, solas isolantes, saltos altos.
As principais consequências deste afastamento sistemático são as doenças autoimunes e as alergias crónicas.
Quando tendemos a adoecer com frequência deveríamos, ou pelo menos tentar, dormir mais próximo do solo ou no mínimo com menos separações entre nós e o solo. Isto poderá fazer uma grande diferença.
Outra forma de nos reequilibrarmos é procurarmos uma árvore que nos pareça plena de vitalidade, com muitas folhas ou frutos. Passarmos algum tempo na sua companhia. Lendo na sua sombra, fazendo uma ou outra refeição. Enquanto estamos na sua proximidade lembremo-nos: Esta mesma Terra é o meu corpo. Eu vim desta Terra e a ela serei devolvido.
Conscientemente peçamos à Terra Mãe para nos sustentar, nos segurar, nos manter bem. A capacidade do nosso corpo se restaurar será em muito aumentada.
Outra forma ainda é pegar num bocado de solo fresco e cobrir mãos e pés com ele, ficando assim por cerca de meia hora.
Claro que os privilegiados que vivem à beira mar, conseguem todo o benefício com uma caminhada na areia molhada.
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Os pés no chão. Literalmente.
Estar em contacto direto com a terra ajuda o corpo a reencontrar equilíbrio.
Ao tocar o solo, lembramo-nos — fisicamente — de onde vimos.
A universidade de Oxford está neste preciso momento, a não ser que tenha, entretanto, chegado a alguma conclusão, a tentar perceber porque razões não existem infetados por COVID-19 entre os praticantes avançados de yoga.
Hoje vivemos afastados desse contacto: cimento, prédios, solas isolantes.
E o corpo ressente-se.
Pequenos gestos fazem diferença:
andar descalço na relva, terra ou areia molhada
sentar-se no chão, junto a uma árvore viva
jardinagem, horta, natureza
dormir mais próximo do solo
Este regresso simples à terra ajuda a estabilizar o sistema, reduzir o stress e melhorar o bem-estar geral.
Às vezes, a forma mais direta de nos reequilibrarmos…
é voltar ao básico.
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Penso, logo existo?
“Penso, logo existo.” Penso… e depois? Grande coisa.
Renatus Cartesius, vulgarmente conhecido como René Descartes, nasceu em França e morreu longe, na Suécia. Influenciado por Platão, acabou por influenciar Newton e, por arrasto, quase todos nós. A sua frase atravessou séculos como um pilar da identidade humana: acreditamos que existimos porque pensamos.
Mas talvez seja o inverso. Existimos — e por isso podemos pensar. Ou não pensar.
Nos momentos mais belos, loucos e memoráveis da vida, o pensamento não estava presente. Havia apenas a vida a acontecer. Nenhuma análise, nenhuma narrativa interna — só experiência. Isso basta para perceber que, mesmo sem pensamento, a existência é.
O que são, afinal, os pensamentos? Informação acumulada e reciclada. Não consigo pensar em nada que não esteja já armazenado na minha mente. O intelecto humano não cria do nada: reorganiza, compara, mede, associa. Todo o pensamento é passado disfarçado de presente.
As grandes descobertas nunca surgiram da observação da memória, mas da observação da natureza. Ainda assim, passamos a maior parte da vida a pensar sobre a vida em vez de a viver. Viemos para experienciar ou para interpretar?
Se quisermos conhecer as dimensões experienciais da vida, o pensamento não é o caminho. Mesmo o maior cérebro do mundo não consegue produzir um pensamento maior do que a própria vida. O pensamento é lógica aplicada à existência; é o intelecto a ver semelhanças e diferenças. Útil, sim — suficiente, não.
O planeta gira sobre si mesmo. As galáxias interagem. O cosmos parece funcionar extraordinariamente bem. No entanto, basta um pequeno pensamento de perda rastejar pela mente para que surja um mau dia. Isto acontece porque vivemos confinados a um espaço interior minúsculo, desconectado da realidade maior.
Sentimo-nos inseguros porque tudo, na mente, pode desmoronar-se a qualquer instante.
Se nos olharmos à escala do cosmos, não somos mais do que uma partícula de poeira. Ainda assim, acreditamos que o nosso pensamento — que é menos do que uma partícula de poeira dentro de nós — deva determinar a qualidade da nossa existência.
Gautama Buddha foi um Buda, mas outros houve e outros haverá. Buda não é um nome próprio: é qualquer ser humano que transcende a identificação com o intelecto, com a natureza lógica e discriminatória da mente.
Ser um buda é tornar-se testemunha do próprio pensamento.
Quando deixamos de nos confundir com a mente, ficamos livres para experimentar outras dimensões da vida. A partir daí, começa uma existência de maior clareza, perceção e liberdade. Não é o fim do pensamento — é o fim da sua tirania.
É o nascimento da liberdade.
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O Corpo
O corpo pode tornar-se uma questão, uma importante questão, uma barreira entre nós e o gozo da vida.
Se queremos mantê-lo da forma certa teremos de prestar atenção às várias atividades relacionadas com o sexo, o sono e a comida.
Têm-se dito, nas últimas décadas, que devemos comer, ao longo do dia, várias refeições.
Que o pequeno almoço é a principal, um pequeno snack a meio da manhã, almoçar, lanchar, umas barritas energéticas pelo caminho, umas bolachinhas e iogurte, uns “bifidus activus”, umas peças de fruta, jantar, leitinho e bolachas, sei lá que mais.
Nunca estar mais de 3 horas sem comer, outros dizem 2 horas e meia, até há quem diga duas horas.
Tudo disparate, erro.
Ao contrário, importante é não passar o dia a comer. O nosso corpo e cérebro estão no seu melhor quando o estômago está vazio.
O corpo é, de facto, uma acumulação de comida. Tudo o que comemos transformamos em nós próprios ou eliminamos. Este "milagre" é mais ou menos exigente dependendo do que temos de transformar em nós próprios.
Uma peça de fruta, um legume cru, leva duas a três horas a percorrer todo o aparelho digestivo. Cozinhado, embora demore menos tempo a mastigar, quatro a seis horas de um lado ao outro.
Já um bife pode tomar 72 horas a ser digerido. Exige uma enorme energia vital para eliminar as bactérias que a 36,8 º se vão multiplicando pelo caminho.
Há mesmo partes da carne que não conseguiremos completamente transformar e integrar. É o caso dos químicos produzidos pelas fortes emoções do animal quando sacrificado.
Muito do nosso stress é importado desta forma sem que o saibamos.
Até aos trinta anos três refeições por dia adequam-se bem na nossa vida. Daí em diante o ideal seriam duas refeições diárias, almoço e jantar.
Por favor sejamos conscientes, comamos de tal maneira que em duas a duas horas e meia o estômago esteja vazio e que entre doze a dezoito horas a comida esteja totalmente fora do sistema.
Desta simples consciência virá muito mais energia, agilidade e atenção.
Estes são os ingredientes de uma vida bem sucedida independentemente do que fazemos com ela.
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Antenas ligadas
Antigamente, uma antena mal orientada bastava para a televisão mostrar apenas “chuva”. Era preciso subir ao telhado e alinhar. O corpo funciona da mesma forma: quando está bem orientado, capta muito mais do que os cinco sentidos. Quando está fora de sintonia, nem esses sentidos funcionam plenamente. O alinhamento do corpo transforma-o numa ferramenta precisa para compreender a nós próprios e o mundo.
Se aprendermos a “ler” o corpo, ele revela potencial, limites, passado, presente e até possibilidades futuras. O ser humano é composto por corpo físico (acumulação de alimento) e corpo psicológico (acumulação de conhecimento). Quando esta “antena” interna encontra a geometria correta, reflete dentro de nós a própria ordem do universo.
Em repouso, respiramos entre doze e quinze vezes por minuto. Ao reduzir para doze ciclos, tornamo-nos mais sensíveis ao ambiente.
A nove ciclos, conseguimos interpretar a linguagem de outras criaturas.
A seis, sentimos a própria linguagem do planeta.
A três ciclos — oito segundos a inspirar, dois a suster, oito a expirar, dois a suster — entramos numa profunda perceção da fonte criadora.
Este processo não depende de maior capacidade pulmonar, mas de alinhamento interno. Menos fricção, menos “ruído”. Surge então um estado de clareza em que a perceção se torna completa.
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Restaurante Vegetariano e Vegan em Guimarães


Somos o que comemos?
No Green, acreditamos que a alimentação é um dos pilares fundamentais da saúde, do bem-estar e da forma como experienciamos a vida. Esta é a nossa visão sobre alimentação consciente, natural e saudável.
Assumindo que o corpo físico é uma acumulação da comida, então esta deve ter influência no tipo de corpo que construímos.
Pode ter-me escapado, mas não lembro de ter visto nenhum “fortinho” entre os prisioneiros dos campos de concentração da segunda grande guerra.
O que comer, quanto, como e quando comer determina a qualidade do corpo e quão confortável ele se sente.
É claro que um corredor dos 100 metros, um funcionário das finanças ou um estivador deverão comer diferente.
O que comemos não só decide a nossa saúde física como a própria forma como pensamos, sentimos e experienciamos a vida.
Comer com inteligência significa perceber qual o tipo de combustível adequado a este corpo e dar-lhe o que ele precisa, de forma a que ele responda no seu melhor, nem mais nem menos.
Encher o depósito com combustível inadequado fará o corpo funcionar mal, aparecerão avarias e a máquina vai durar pouco.
A compatibilidade entre a comida e o corpo permitem o ótimo funcionamento.
Certos tipos de comidas põem o corpo leve, alegre. Outros põem-no preguiçoso, letárgico e precisamos de dormir mais horas para recuperar.
A primeira questão prende-se com a cozedura. Precisamos de certas enzimas para transformar os alimentos em nós próprios, extrair-lhes a energia. Muitas dessas enzimas estão nos próprios alimentos, a cozedura, principalmente a prolongada destrói essas enzimas aumentando muito a dificuldade da digestão.
Assim, os alimentos crus são importantes na nossa dieta. O ideal seria meio por meio.
Mastigação mais demorada igual a digestão rápida e eficiente.
Comer alimentos naturais, não cozinhados, enquanto as células ainda estão vivas, trará uma notável sensação de saúde e vitalidade ao sistema.
Não vão por mim, pelo médico de família ou pelo nutricionista. No que respeita à comida é o corpo quem deve falar. Pergunta ao corpo, não à língua, qual a comida com que se sente mais confortável. Estar atento ao que o corpo disser, é a comida adequada.
Aprendamos a ouvir o que o corpo tem a dizer. Com o desenvolvimento desta consciência chegará o momento em que saberemos exatamente o que cada alimento fará ao nosso corpo.
Quando lá chegarmos o simples toque e observação nos dirão o impacto no sistema.
No Green, aplicamos esta filosofia diariamente na nossa cozinha, com foco em ingredientes naturais, preparações conscientes e numa alimentação que respeita o corpo, o ritmo de cada pessoa e o equilíbrio entre o cru e o cozinhado. Se procuras um restaurante vegetariano ou vegan em Guimarães, com propostas de comida saudável, consciente e pensada para o bem-estar, este é o nosso convite.
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Restaurante Vegetariano e Vegan em Guimarães
Gorduras
Os humanos, para terem energia, dependem de dois tipos de combustíveis. Açucares e gorduras.
Por açucares entendam-se os mais simples, como o açúcar refinado, o álcool, as farinhas também refinadas e os mais complexos como a batata doce, o aipo, as folhas verdes etc. Os complexos são mais adequados do que os simples para a nossa saúde.
Por gorduras entendam-se as obtidos por pressão mecânica, os extras virgens e os obtidos por temperatura. Todas as gorduras são boas desde que obtidas por pressão mecânica. Quando mastigamos nozes ou amêndoas obtemos os seus nutrientes e suas excepcionais gorduras mecanicamente. Quando num lagar prensamos azeitonas o liquido obtido é ouro. No final do processo de pressão seja de azeitonas seja de sementes de girassol, sésamo, etc, sobra um "bagaço" carregado ainda de cerca de 80% da gordura disponível. Para a obterem aquecem este "resíduo" até á sua evaporação. De um lado fica cinza do outro condensa um liquido cujas moléculas foram gravemente (para a nossa saúde) afetadas.
O consumo dos ditos óleos alimentarem, obtidos por aquecimento (todos os que não são extra virgens) diminuem a nossa esperança de vida em cerca de 20%.
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Sementes
Os humanos, para terem energia, dependem de dois tipos de combustíveis. Açucares e gorduras.
As sementes são ricas em boas gorduras. Pela mastigação obtemos destas excelentes nutrientes onde se incluem essas gorduras.
Foram encontradas no Egipto, dentro de uma ânfora, sementes de trigo com mais de 4 mil anos. Uma vez humedecidas germinaram. Todas as sementes estão cobertas por químicos poderosos e inteligentes para se manterem vivas. O primeiro objectivo de uma semente é germinar. Assim, a estes sofisticados químicos dá-se o nome de anti-nutrientes onde se incluem os fitatos. A semente quase deseja ser engolida mas não digerida para, uma vez depositada em terreno fértil, germinar e reproduzir-se. No pinhão está um pinheiro, com o seu tronco e agulhas, na bolota está um carvalho, com a sua madeira dura e suas folhas refrescantes. No feijão um feijoeiro, na amêndoa uma amendoeira. Todas as sementes contém anti-nutrientes. A melhor forma de nos livrarmos destes é demolhando-as em água. O grão, o feijão, como exemplo, precisam de 30 horas e 3 águas. As nozes e as avelãs em meia dúzia de horas estão limpas, depois é só secar-las e come-las.
As sementes são ricas em minerais essências como zinco, magnésio, ferro, etc etc. Um dieta rica nestes nutrientes é saudável.
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Cogumelos
Os cogumelos, são um dos alimentos do futuro.
Um estudo acabado de realizar em universidade do Sul da Ásia, que demonstra que se comermos duas taças de cogumelos por semana se consegue uma redução de 90% da probabilidade de vir a desenvolver Alzheimer. Um das substancias que integra todos os cogumelos é um incrível composto chamado Ergothinina. Esta substância atravessa a barreira hematoencefálica mais eficazmente que a curcumina evitando a inflamação neuronal como nenhuma outra. As drogas farmacêuticas são (até ao momento) totalmente ineficazes quando comparadas com o maravilhoso efeito dos cogumelos nesta afeção.
Os cogumelos também alimentam as bactérias benéficas/amigas que habitam no nosso intestino desinflamando-o e melhorando a sua função.
Pela vossa saúde comam cogumelos. Marque mesa connosco. 🍀


A alegria
A alegria aumenta a capacidade do corpo agir e pensar.
Podemos fazer exercício, nadar, caminhar, remar, yoga, pilates mas sem alegria não pode haver saúde.
A tristeza diminui, a capacidade do corpo agir e pensar.
Com tristeza não há alegria, sem alegria não há saúde. Assim, conscientes desta verdade devemos estar atentos para fugir, evitar a tristeza e procurar ativamente a alegria e abraçá-la.
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Lactofermentados
Diz-se lactofermentados porque integram lactobacilos que resultam de fermentação. Lactobacilos são seres vivos microscópicos sem os quais não podemos sobreviver. O microbioma intestinal ou micribiota é uma comunidade de bactérias, virús e fungos que coabitam no nosso intestino e sem a qual não conseguimos assimilar os nutrientes. Da "boa" diversidade, qualidade e quantidade depende a "alegria" desta comunidade e desta alegria depende a sua eficácia a consequentemente a nossa saúde. Chucroute, pickles, kimchi, Kombuchas, kefir, etc, etc, promovem a saúde a um nível excelente. A vibrância e alegria produzidas por esta comunidade afetam outras tais como o sistema nervoso central (entusiasmo ou depressão) e o sistema imunológico (saúde física ou doença).
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Feijão Preto
O feijão preto é um alimento nutritivo que pode ajudar a prevenir doenças cardiovasculares, anemia e obesidade. Ele também ajuda a fortalecer o sistema imunológico e a ganhar massa muscular.
Benefícios do feijão preto:
Saúde cardiovascular; O feijão preto é rico em fibras e antioxidantes, o que ajuda a reduzir o colesterol LDL e a inflamação.
Anemia; O feijão preto é rico em ferro, o que ajuda a combater a anemia.
Perda de peso; O feijão preto é rico em fibras e proteínas, o que ajuda a aumentar a sensação de saciedade.
Massa muscular; O feijão preto é rico em proteínas, que ajudam na regeneração e fortalecimento dos músculos.
Sistema imunológico; O feijão preto é rico em ferro, zinco e folato, que ajudam no bom funcionamento do sistema imunológico.
Pressão alta; O feijão preto é rico em potássio e magnésio, o que ajuda a prevenir a pressão alta.
No Brasil o feijão preto é muito popular contribuindo decisivamente para a saúde cardiovascular do povo brasileiro. No Green, no mínimo uma vez por semana, integramos este alimento em diferentes pratos.
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Silhueta de praia
A alimentação de base vegetal tem ganhado destaque não apenas como tendência, mas como escolha consciente pelos benefícios à saúde, ao planeta e à vida animal.
Do ponto de vista nutricional, dietas ricas em vegetais são naturalmente abundantes em fibras, vitaminas, antioxidantes e gorduras saudáveis, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas, como cardiopatias, diabetes e certos tipos de câncer. Além disso, possuem menor teor de gordura saturada em comparação a produtos de origem animal.
Ambientalmente, a produção vegetal demanda menos recursos hídricos e emite menos gases de efeito estufa que a pecuária, reduzindo o desmatamento e preservando ecossistemas. É uma alternativa eficaz para combater a crise climática.
Éticamente, priorizar plantas minimiza a exploração animal, promovendo um estilo de vida compassivo. Ao optar por vegetais, fortalecemos a saúde, preservamos o meio ambiente e cultivamos respeito à vida — um passo simples rumo a um futuro mais equilibrado e sustentável.
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Quando a morte chega de repente
A morte súbita, especialmente em alguém jovem e aparentemente saudável, é sempre um choque.
Ainda ontem o vi correr e sorrir. Ninguém esperava.
As principais causas de morte continuam a ser a aterosclerose e o cancro. Ambas evoluem em seis fases: acumulação, agravamento, propagação, localização, doença e diversificação — quase sempre silenciosamente. Tentamos calar os sintomas com medicamentos, até que algo grave acontece.
Cinco elementos influenciam a saúde: água, ar, terra, fogo e pensamento — o mais poderoso. Por exemplo, o “fogo” aumenta com álcool ou comidas condimentadas. Um pequeno refluxo pode evoluir para azia, depois inflamação, e finalmente uma doença crónica como artrite.
A dieta também pesa: ao consumir produtos de origem animal, acumulamos “terra” nos vasos sanguíneos. Os efeitos são lentos: perda de cognição, envelhecimento precoce, até surgir o trombo.
Nos atletas, o coração forte pode tornar o desfecho ainda mais dramático. A dor passa do corpo para a família. Para os que ficam, resta a reflexão: a vida é breve, mas pode ser vivida com mais consciência e equilíbrio.
Cuidar é escutar o corpo antes que ele grite.
A vida é breve, sim. Mas pode ser vivida com mais presença.
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Cabeça e coração
Pensamos com a cabeça. Sentimos com o coração. Mas será que estão assim tão separados?
Na verdade, não.
O que pensamos influencia o que sentimos. E o que sentimos molda o que pensamos.
Cabeça e coração são duas faces da mesma mente. Um mais rápido, outro mais intenso. Mas fazem parte de um mesmo todo.
Quando criamos pensamentos negativos, as emoções seguem atrás.
Quando guardamos mágoas, o pensamento também muda de tom.
É tudo ligação.
Não há cortes entre razão e emoção — apenas diferentes velocidades.
A emoção é o sabor do pensamento.
Às vezes doce, outras mais amarga.
E como todo o sabor, precisa de tempo para mudar.
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A Vida não faz sentido?
A vida não tem sentido ou falta dele, isso não interessa.
A vida é uma abertura a oportunidades, o seu sentido depende de nós, a sua cor, a sua dança, a sua música são desafios criativos.
Se houvesse sentido não haveria desafio, seria uma coisa feita.
Se te disserem que a vida tem um sentido, desconfia, foge das verdades. A existência é mais profunda que qualquer sentido. É um desafio à criatividade.
Dá-nos todo o espaço que precisamos e ainda assim sentimos vazio.
Devemos prestar toda a atenção às palavras que usamos, pois, que elas nos transportam para conceitos. “Vazio” é uma palavra triste. Algo deveria lá estar e não está.
Sou assim tão especial? Por que raio mereceria eu que lá estivesse algo esperando por mim?
A palavra certa, o gesto certo faz toda a diferença. Em vez de vazio vou antes usar amplitude, sim, um espaço sem qualquer constrangimento, limite, direção. Tão espaçoso que nos dá absoluta liberdade para sermos aquilo que a nossa capacidade permitir. Um espaço desimpedido para crescer, florir, que nada nos impõe. Somos orientados para um objetivo e se lá chegarmos somos bem-sucedidos, mas teremos perdido imensas oportunidades, as "riquezas" da vida.
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"Efeito Green"
Resultado positivo, no corpo e na mente, num futuro breve, duma mudança de hábitos:
Pele saudável, silhueta jovem, alegria espontânea, clareza mental e boas ideias para a vida.
Para obter este efeito:
Melhor sono, deitar o mais perto possível do pôr do sol e levantar o mais perto possível do nascer do sol.
Melhor exercício, caminhar tanto quanto possível, evitar o uso do carro, subir escadas e algum exercício de força todos os dias (pode ser calistenia, com o peso do próprio corpo).
Melhor alimentação, gorduras obtidas por pressão mecânica (nozes, amêndoas, avelãs, azeite, óleo de côco, etc.) Fugir das farinhas, massas, pão, bolos, refrigerantes, álcool. Verduras frescas, leguminosas, tubérculos, vegetais em geral ou vá a um restaurante vegan ou vegetariano em Guimarães, venha ao Green .
Melhor ligação à natureza, Expormo-nos o quanto possamos à luz do dia e diretamente ao sol. As melhores horas são o nascer do dia (ultravioletas), das 11 às 15 (vitamina D) e ao fim do dia (infravermelhos); desenvolver a consciência de que todas as coisas vivas estão ligadas e nós somos parte de um todo. Abraçar uma árvore, pôr os pés nus na areia da linha de água do mar, sermos gratos.
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A consciência para a saúde.
Somos uma consciência que assiste ao que se passa em nós e à nossa volta.
Temos um espírito que orienta uma alma e um corpo.
O corpo é um conjunto de muitas consciências, corpos e almas, orientados por um espírito. O espírito dos pequenos corpos é a nossa consciência.
Se a nossa consciência perceber a integração total na natureza mãe, na terra, no mar, nas plantas, nos animais, nos planetas e estrelas, aí, o espírito desses pequenos seres percebe ser parte fundamental de um todo maravilhoso, sente-o, ganha essa consciência. Isto proporciona alegria a cada pequeno ser, saúde, vitalidade.
Quando nos separamos da natureza, julgando pertencer a um reino que está acima do reino da natureza, a mensagem ao espírito é de isolamento, tristeza e com esta vem a incapacidade de manter a saúde. A dor, a doença, aparecem de uma qualquer forma.
Escolhe uma árvore vibrante e com os pés nus sobre as raízes abraça-a deixa-te observar por ela. Põe-te de pé na linha de água entre a terra e o mar, deixa que os pés sejam afagados pela espuma e deixa-te observar pelo mar. Esta nova consciência vai “encher” o teu corpo de saúde.
Se ficares com apetite marca mesa no Green 😊
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O sexo é um jogo onde a dualidade se encontra. Luz e sombra, calor e frio, fêmea e macho — O impulso natural de dois se tornarem um.
A natureza usa-o como instrumento: procriar, preservar a vida.
Mas o desejo vai além do corpo.
É o eco de uma antiga unidade perdida.
Na juventude, o corpo fala mais alto — queremos sentir.
Na meia-idade, o coração assume — queremos amar.
Com o tempo, buscamos compreender — queremos saber.
O sexo, então, revela-se apenas um dos caminhos para a mesma busca: a união.
Procuramos quebrar fronteiras com o corpo, com a mente, com o outro.
O sexo é natural; a sexualidade, uma invenção da mente.
Quando vivida com consciência, não é suja nem sagrada — é vida em movimento.
Comer, dormir, foder: tudo pode ser vulgar ou divino, depende da intenção, da presença e do respeito.
Trazer veneração ao acto é reconhecer no outro um espelho do que somos.
E talvez, por um instante, recordar o que era ser um só.
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O sexo e a saúde.




Não há crescimento sem dor, "a mudança e a incerteza assustam".
Hoje em dia não precisamos ter uma reserva de gordura à volta da barriga embora o nosso instinto ainda nos mande faze-lo. è melhor acumular alguma reserva no banco.
A alegria que vem com uma alimentação adequada, nossa e do mundo, nada tem a ver com a tristeza e dor que vem com uma alimentação inadequada, estejamos ou não conscientes disso.
Quando comemos um animal industrializado (chama-se zootécnia) estamos a comer medo.
Quando comemos plantas frescas, vibrantes estamos a alimentar-nos de sol .
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Antes comer sol que medo


Crenças prendem ou libertam
As religiões criaram em nós tanto medo e vergonha que, muitas vezes, até a nossa própria natureza humana nos parece errada. Passamos a acreditar que precisamos de ir a lugares “sagrados” para ficarmos puros.
Mas a espiritualidade verdadeira não é fugir da vida — é estar totalmente vivo. Quando somos naturalmente alegres, tratamos melhor quem está à nossa volta. O corpo perde agilidade com a idade, mas a alegria e a energia podem até crescer. Se isso não acontece, é como se estivéssemos a apagar-nos aos poucos.
As Crenças. Muitas crenças são apresentadas como espirituais, mas o caminho espiritual é sempre uma busca, uma aventura pessoal. Acreditar é aceitar algo sem realmente saber. Procurar é admitir que não sabemos. Isso dá flexibilidade. Quando nos agarramos a crenças rígidas, ficamos fechados e isso cria sofrimento no mundo.
A sociedade é um reflexo do que somos por dentro. Pessoas flexíveis criariam uma sociedade aberta; pessoas presas a crenças criam uma sociedade rígida. O que precisamos não é de fé cega, mas de compreender profundamente a natureza humana.
O verdadeiro trabalho é criar condições saudáveis para o corpo e a mente. Em boas condições, todos podemos ser seres humanos admiráveis; em más condições, todos podemos sofrer e causar sofrimento.
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